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terça-feira, 4 de junho de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Coragem e fragilidades da renúncia do Papa
Adriano Moreira afirma que a resignação de Bento XVI é uma “decisão corajosa” e sinal de que “não foi capaz” nem sentia em condições de “vir adquirir a autoridade” de que precisava.
Em declarações ao programa 70x7 deste domingo, o professor universitário refere que a decisão do Papa tem implícita uma “recomendação evidentíssima”: “escolham alguém que tenha o carisma de onde decorra o poder suficiente para que acabem os pecados que atingem a Igreja”.
“O carisma ou se obtém ou não se obtém. O Papa a escolher deve ser um homem em que a Igreja reconheça a capacidade de ganhar o carisma que a leve aceitar a correção dos desvios e das preocupações que o Papa resignatário enunciou”, sublinha.
Em causa a alusão a “rivalidades e individualismos” que Bento XVI referiu durante a homilia da missa de quarta-feira de cinzas (dia em que inicia o tempo da Quaresma) a que Adriano Moreira acrescenta um “etc enorme”.
“São públicas as constantes conspirações e ambições internas, desastres financeiros e de comunicação, falta de confiança entre o pessoal”, recorda.
Para Adriano Moreira, o pontificado de Bento XVI fica marcado pelas “dificuldades tremendas” que a Igreja teve de enfrentar, “designadamente a pedofilia”, tendo como líder um académico a observar um “ataque devastador em relação à Igreja em muitos países”.
“Para um intelectual como ele deve ter sido um sacrifício não ter conseguido um governo tão difícil, único no mundo, de líderes religiosos: são líderes por fidelidade. Não há, como num estado, o recurso à força para a desobediência”, observa.
“Imagino a dor com que ele meditou sobre as suas capacidades de homem vivo. Mas não se pode ter mais anos e não ter mais nada”, diz o membro da Academia das Ciências de Lisboa.
Adriano Moreira espera que Bento XVI deixe a Igreja Católica “em meditação” e “que o Espírito Santo inspire a escolha de um Papa que não tenha de dar um exemplo que é também uma espécie de repreensão”.
Para o professor universitário, a resignação do Papa ajuda “a recuperar uma face exemplar da Igreja, que ponha fim aos ataques de que é objeto e que diminuiu a sua influência num trajeto que é fundamental para a salvação do Ocidente: a recuperação da escala de valores”.
Adriano Moreira sustenta que a última fase do pontificado de João Paulo II e de Bento XVI não se podem comparar, porque “cada ser humano não se repete na história da humanidade” e “não se pode esperar o mesmo comportamento e legado” de cada sucessor de Pedro.
Dos papas que lhe são contemporâneos, Adriano Moreira recorda “inspiração” de João XIII, a emoção e o “exemplo de sacrifício” de João Paulo II e a “erudição” de Bento XVI, deixando-nos o exemplo da “capacidade de renunciar”.
Adriano Moreira analisa o pontificado de Bento XVI e a decisão de renúncia que o Papa tomou no programa 70x7 deste domingo, em antena na RTP2 pelas 11h30.
Lisboa, 16 fev 2013 (Ecclesia) -
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Comunicação do Santo Padre
Caríssimos
Irmãos,
Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três
canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância
para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha
consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à
idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério
petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência
espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também
e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas
mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para
governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o
vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi
diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade
para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem
consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao
ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela
mão dos Cardeais em 19 de abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e
deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição
do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por
todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e
peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à
solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria,
sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais
na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no
futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a
Santa Igreja de Deus.
Vaticano, 10 de fevereiro de 2013
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Oração Semana dos Seminários 2012
Ó Maria,
vós sois feliz porque acreditastes,
primeira na fé em Cristo,
a imagem e a figura da Igreja crente.
Rogai a Deus por nós,
para que sejamos firmes na fé,
na alegria do encontro com Cristo.
Ó Maria,
vós sois a Mãe de Cristo Sacerdote,
a humilde Serva do Senhor,
a Mãe da Igreja crente.
Rogai a Deus pelos sacerdotes,
para que sejam servos da fé dos irmãos,
na alegria de crer e no entusiasmo de comunicar a fé.
Ó Maria,
vós sois a mulher do “Sim” total a Deus,
sempre disponível à vontade do Pai,
a Rainha de todas as Vocações.
Rogai a Deus pelos seminaristas,
para que reconheçam o amor de Deus,
na resposta decidida à sua vocação.
Ámen
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